Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Este País não vai a lado nenhum e esta geração está perdida.

Sendo uma verdade que une gerações, já que todas as gerações portuguesas se perderam nos meandros do seu conservadorismo, inércia e má preparação. Esta geração está a perder-se pelos piores motivos. Pelo desperdício.

 

Desde os tempos da ínclita (comentário para eruditos) todas as gerações de portuguesas se perderam para o mundo numa apagada e vil tristeza. Mas esta que agora se perde (os chamados filhos da revolução) ganha a duvidosa distinção de ser apenas a terceira que se perde por enfartamento de oportunidades (para os eruditos as outras duas foram a do ouro do Brasil e a da contra-reforma).

 

Voltando à terra, vivemos hoje uma altura muito curiosa. É o tempo em que qualquer caramelo com um Magalhães pode enriquecer, ou pelo menos arranjar algum rendimento em resultado do seu trabalho. As barreiras à circulação de capital e talento e vontade são as mais baixas que alguma vez foram na história do mundo e a internet serve de super-condutor de ideias, distribuindo mérito sem qualquer resistência.

 

Quem quiser ganhar a vida, arranjar um rendimento, ganhar uns cobres, ou até pagar umas noitadas de copos, tem a internet toda para explorar e se capitalizar. É tremendamente simples. Escolha uma coisa que quer vender. Crie um site (um blog) sobre o produto em questão e já está. Está reunido o que precisa para começar a trabalhar e se for trabalhador e inteligente começar a facturar.

 

As possibilidades para ganhar dinheiro online são infinitas e esta geração recebeu uma educação de luxo (a mais cara da Europa) que lhe deu acesso a conhecer línguas estrangeiras e ter computadores baratos e ligações à internet virtualmente gratuitas. No entanto, quase ninguém o faz. Há semanas atrás, um auditório de uma universidade cheio ficou em silêncio quando confrontado com a pergunta: “alguém aqui faz algum trabalho para ganhar algum dinheiro?”. Nada, ninguém. Um deserto de iniciativa que se repete de norte a sul.

 

Qualquer pessoa activa, que goste de viver e queira mais do que tem, sabe que não se pode limitar a seguir na manada dos outros em voltas ao guincho, idas ao centro comercial e total ausência de interesses. No entanto, esta moleza parece ser uma apatia comum que se torna desastrosa quando se verifica ser um padrão nacional.

 

As gerações anteriores perderam-se nas dificuldades do seu tempo. Fomes e doenças e guerras e regimes estúpidos, líderes idiotas, mais a geral beatice e ignorância. Mas esta geração não, tem tudo o que precisa, só lhe faltará a vontade. As ferramentas estão aí, na internet, quase sempre gratuitas e disponíveis para o serviço de quem as quiser utilizar. Até mesmo o como se faz está disponível para quem quiser aprender: Este blog (de que não gosto especialmente) explica tudo o que podem precisar saber para passar para o lado dos recebedores. Só precisam de começar.

 

No meio destas facilidades, com uma explosão do desemprego, registam-se baixíssimos níveis de empreendorismo. Esta geração está mesmo perdida. À excepção que confirma a regra, se houver algum leitor que quiser ser a ovelha negra dessa manada, pode apitar.

publicado por Consumering às 15:55
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