Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

testar é diferente de estudar

 Um simpático, informado e importante leitor (coisa chique, que não é costume passar por aqui)  comentou que este post estava (como costume) demasiado radical e que seria bom dividir entre:

 

- Planos de marketing

- Planos estratégicos (a sério)

- Estudos (e outra investigação)

- Testes

e que estes tipos não serão tão incompatíveis entre si como pareciam.

 

Não tendo uma versão definitiva julgo que os planos (de marketing e outros) são um trabalhoso exercício de redução de possibilidades e castração de resultados.

Também parece que o que muitas vezes se apelida de testes (como os focus groups) raramente são testes efectivos, são estudos ou mesmo acções de sustentação daquilo que se quer decidir e muitas vezes já se decidiu.

 

Assim atrevo-me a desafiar:

 

- Valerá a pena fazer planos?

 

Desafio as organizações a substituir os planos por iniciativas auto-fundadas (testes “a sério”) onde as ideias, iniciativas, opções fossem postas em prática apenas com um orçamento limitado (ou mesmo nulo) e a obrigatoriedade de se tornarem auto-sustentável num curto prazo de tempo.

 

O resultado seria uma explosão de criatividade relevante (talvez) e uma poupança efectiva de recursos de planeamento. Essa sim uma actividade “so XX century” que consume imensos recursos para muito pouco retorno.

 

Comprovado que os planos quinquenais socialistas, as grandes administrações centrais sociais-democratas, os imobilistas corporativismos fascistas não produzem valor efectivo e apenas se auto-alimentam. É tempo de tentar.

 

Tentar não é estudar. Não é fazer estimativas tipo "daqui a 3 anos o petróleo vai estar a 200€... 100€...50€...150€..."; Não é inventar um TGV para encher um Aeroporto e vice-versa. Não é fazer listar os 20 jovens que vão ser importantes daqui a 20 anos.

 

Tentar, testar, significa assumir o risco de confrontar a realidade desconhecida. Significa pegar numa ideia e concretiza-la sem ter a veleidade de saber como esta se vai comportar (o que ninguém sabe). Significa assumir o desconhecido e correr verdadeiros riscos, minimizando-os e não ignorando-os.  

 

Tirando as fábricas, as barragens e outros grandes investimentos que não passam pelo dia a dia de 99% das pessoas, a generalidade dos investimentos de negócio pode e deve ser testado, com custos controlados, para apreciar a sua efectiva aderência e expandir quando se acertar.

 

Mais, entender, ao dia de hoje que se consegue meter num plano de negócio o futuro semi-distante e todo desconhecido é não só arrogante como um pouco irresponsável. Como tal, em vez de planear, toca a testar.

 

Um pequeno website, uma simples campanha de text-ads e descobre-se tudo quanto se pode querer saber sobre a validade de uma ideia.

 

publicado por Consumering às 09:44
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1 comentário:
De Nana a 3 de Junho de 2009 às 21:14
õi, eu sou a nana e queria que fisseses a divulgaçao dos meus blogs
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