Domingo, 29 de Novembro de 2009

O que fazem bem?

 Há uma corrente de pseudo-gestores que acha que as empresas são folhas de excell, projecções e habilidades contabilistas. Tipicamente vêm da área das finanças, são desde contabilistas a investidores e têm em comum uma espécie de crença que as empresas são conjuntos de capital, dívida e tesouraria.

 

Ainda que se baseie em números,  esta crença é bastante irracional e comprovada errada pela experiência. Recorrentemente os grandes impérios de contabilidade habilidosa rebentam, mais cedo ou mais tarde, quando vão de encontro à sua irrelevância. Foi o caso do Dubai, tal como tinha sido da Enron, da Worldcom, da AIG e do Citi.

 

Afinal, o que é que fazem bem? E quantos dos seus recursos são ocupados a melhorar o que fazem? Na verdade, as grandes empresas de efeito financeiro, aquelas que procuram sinergias e projetam para décadas, não fazem nada bem. Por vezes nem o seu excell fazem bem. Mas agem como se a diferença entre ser ou não ser bem sucedido seja o resultado de uma estimativa, de uma alocação de custos ou do escalonamento da dívida.

 

Capital, Dívida, Tesouraria, são meros meios, recursos e não asseguram a sustentabilidade de nenhuma empresa. O que assegura o sucesso das empresas é fazer o que fazem melhor do que a concorrência. Isso ou uma posição monopolista.

 

 

Alguns sinais para identificar uma empresa que não sabe o que faz:

 

- Só pensa em capital, dívida e fundos - Confundir investimento com gestão.

- A estratégia são fusões, aquisições, sinergias, reorganizações - Confundir produção com a organização.

- Investir na sensibilização social ou ambiental, associações da marca e notoriedade - Confundir fazer bem feito com querer parecer que se faz alguma coisa.

- Depender de alvarás, licenças e regulação - confundir as vantagens de um mercado protegido com competência para prestar um serviço.

- O mais cliente é o grupo accionista do qual são fornecedor exclusivo - confundir oligopólio com capacidade comercial.

 

 

Estes sinais de desfoque da competência são tão recorrentes nas empresas portuguesas que assim se percebe porque é que, para a grande maioria, mesmo as muito grandes, a internacionalização é apenas uma miragem. Em Portugal, há demasiadas empresas que dependem do poder tentacular de um grupo privado, ou da benevolência da regulação que cria barreiras à competição, ou dos favores de um cacique. Não têm a menor capacidade para se internacionalizarem.

 

publicado por Consumering às 21:23
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