Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

Como é que isso funciona?

Em algum momento da carreira a maior parte das pessoas deixa de fazer essa pergunta. Deixa de se questionar para que serve o que faz e qual o resultado que se pretende obter. É uma pena.

 

Os maiores prejudicados pelo desaparecimento da pergunta “como é que isso  funciona?” nem sequer são os trabalhadores que não se questionam, mas principalmente as empresas que lhes pagam os ordenados e indirectamente os seus accionistas e os seus chefes premiados por resultados.

 

Ninguém diria, pois o principal responsável pela castração da pergunta “como é que isso funciona?” costumam ser os próprios chefes, que nem se dão conta que são os mais penalizados pela apatia e desinteresse. Isto assumindo que esses chefes são premiados pelo desempenho da organização, o que nem sempre é verdade.

 

Talvez seja aqui que tudo começa. O destino das organizações não é reflectido no destino dos seus trabalhadores (os sindicatos acham que as empresas inúteis devem ser alimentadas com os impostos dos competentes) e como tal não interessa aos trabalhadores (de todos os níveis, chefes incluídos) questionarem-se sobre a verdadeira utilidade daquilo que os ocupa.

 

Quando numa empresa não se questiona “como é que isso funciona”:

-      

Imprimem folhetos para evangelizar terceiros sobre responsabilidade ambiental.

-       Compra-se publicidade destinada a que os consumidores se lembrem de ter visto publicidade

-       Copia-se os procedimentos dos seus concorrentes mais fortes, para fazer imitações de segunda.

-       Consome-se mais tempo a elaborar objectivos e planos do que a concretiza-los na prática.

-       Decide-se com base em orçamentos e estimativas, ignorando os resultados.

 

Quem nunca esteve numa destas situações e calou a sua pergunta “como é que isso funciona?” que atire a primeira pedra. É uma pergunta incómoda, que se repete sem fim e, pior que tudo, desperta uma fúria assassina em todos aqueles que passaram anos a recalcar essas dúvidas.

 

Mas também é verdade que este é o tipo de pergunta que precisa de ser feita nas organizações que se querem manter vivas.

publicado por Consumering às 20:38
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