Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Não há Conteúdos Premium

A matemática sempre os condena. Quem pretende pagar a terceiros para produzir conteúdos que interessem uma quantidade suficientemente grande de pessoas para lucrar com a publicidade que passa ao lado. Descobre que não dá.

 

Os conteúdos produzidos por terceiros são desinteressantes, banais. Se fossem fabulosamente únicos, os seus criadores não os venderiam à hora e exploravam eles próprios o seu talento (ou fazem-no de graça como no blog)

 

Conteúdos banais não atraem quantidades grandes de pessoas.  Há demasiados conteúdos banais para concentrar pessoas num só destes conteúdos.  Para cada um dos produtores de conteúdos banais sobra uma quantidade ínfima de audiências (como as deste blog)

 

A publicidade é tão menos eficaz quanto mais interessante é o conteúdo. Porque se as pessoas estão a ver conteúdos não querem ser incomodadas. Assim sendo mesmo para os casos em que há muita gente a ver o conteúdo, a receita da publicidade é demasiado pequena (aqui nem chega ao arredondamento)

 

Em resultado, o modelo de negócio dos media tradicionais morreu. E por causa disso vão morrer todos os jornais e rádios e televisões que dependem da publicidade para viver.

 

É verdade que há muitos media que não dependem da publicidade para viver. Há o Economist que vive das vendas. Há os públicos que vivem dos impostos de toda quem não consome. Há os privados que vivem da vaidade e interesses dos seus donos. Os outros vão morrer.

publicado por Consumering às 13:04
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2 comentários:
De Joao Ledo Fonseca a 13 de Janeiro de 2010 às 00:40
Se tudo isto é verdade, permitam-me chamar a atenção para alguns factos e fazer algumas observações.

Quando apareceu o fonógrafo, alguns jornais anunciaram o fim dos espectáculos ao vivo. Quando apareceu a rádio, alguns jornais anunciaram o fim dos espectáculos ao vivo e do fonógrafo. Depois a rádio anunciou o fim dos próprios jornais. Depois apareceu a televisão, e os jornais anunciaram o fim da rádio, e a rádio anunciou o fim dos jornais, e os jornais anunciaram o fim dos espectáculos ao vivo e os espectáculos ao vivo anunciaram o fim da rádio.E a televisão anunciou o fim de todos. Depois apareceu a televisão por satélite e digital os jornais e a rádio anunciaram o fim das televisões locais e da analógica. E a televisão por satélite também. E a digital, fez o mesmo. Depois apareceu a internet. E os jornais anunciaram o fim da televisão terrestre e da televisão por satélite, dos jornais, dos discos e da rádio... e estes dos jornais. E uns dos outros.

E nos espectáculos ao vivo já não se ouve rádio, mas na rádio ouvem-se espectáculos ao vivo, e também na TV digital, que também passa programação da terrestre analógica e da de satélite, e pela manhã apresenta os titulos dos jornais. E os jornais apresnetam a programação da rádio e da televisão. E nos espectáculos ao vivo passam-se reproduções dos espectáculos da televisão, e a televisão depois passa estes espectáculos ao vivo, reproduções dos seus programas, como programas novos. E depois publica-se em CD e na internet, que também tem sites dedicados a televisão, e a jornais, e tem rádios, e tem sites dedicados a CD´s...

O meios, convertem-se, e sempre encontram os nichos em que são realmente mais valias, e em que valorizam certo tipo de conteúdos, adequadamente para certos tipos de públicos.

Uma coisa é querer reaplicar a receita com que nascemos, mesmo que à nossa volta tudo tenha mudado. E isso falha. Outra coisa é assumir que há mudelos que mudam, que deixam de se justificar, mas que sempre se podem encontrar novos caminhos e modelos, que resultam nas novas condições.

O apocalipse só existe na bibia... e cá para mim é tudo inventado.

De Consumering a 13 de Janeiro de 2010 às 01:17
Esse o meu ponto, se não se adaptarem vão morrer.
É verdade que em todos os meios sempre houve quem se adaptasse e sobrevivesse, mas o contrário também é verdade, quem ficou parado no tempo durante uma revolução sempre explodiu.

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