Domingo, 7 de Fevereiro de 2010

O ecommerce não é para todos.

 

Algures para os finais do século passado o mundo convenceu-se que a automatização do comércio em lojas online era o caminho mais rápido para o futuro prospero. Sem problemas de recursos humanos, sem custos com imobiliário, sem stocks. Atingira-se a perfeição niilista sobre a forma de comércio.

 

Menos de 10 anos passados e 99%, ou mesmo 99,9%, desses projectos de venda electrónica pura, sem intervenção humana, parecem ter falhado. O volume de vendas das lojas físicas mantém-se brutalmente superior ao do comercio online. A generalidade dos projectos de comércio electrónico faliram enredados em custos de plataformas impossíveis de rentabilizar e dos que sobram, são raros aqueles que são mais do que a extensão semi-subsidiada das vendas offline de alguma cadeia de retalho.

 

A maior raridade são mesmo as iniciativas de comércio electrónico que de facto prosperaram. Contam-se pelos dedos. São eles a Amazon, o Ebay e pouco mais. Na verdade são tão poucos que se pode dizer que sucesso há apenas um. Ainda que a conclusão possa vir a ser revista pelo tempo, ao dia de hoje parece que só há um comércio electrónico bem sucedido.

 

Por norma há apenas uma única empresa por sector ou geografia que conseguiu, fruto de um misto de sorte e pioneirismo tornar-se na referência do seu monopólio. Geralmente esse é o sucesso de uma só loja online por categoria.  Geralmente só e apenas o líder recolhe todas as vendas e todas as receitas. Por norma não sobrando nada para os concorrentes e seguidores. 

 

Os motivos de concentração total no líder são lógicos. Por um lado o comércio electrónico não tem limites de acessibilidade e toda a gente pode escolher todas as lojas em qualquer momento. Acabando toda a gente por escolher a melhor loja e não a mais próxima. Por outro lado a maior barreira ao comercio electrónico é a confiança nos meios de pagamento, um item em que ninguém é melhor do que o líder.

 

Contrariamente ao que se poderia pensar. A ausência de barreiras ao comércio, não é equalitária. A justiça do mercado livre é draconiana e por ela só o melhor sobrevive. Sendo assim, esqueçam os modelos de sucesso, esqueçam a possibilidade de concorrer. Se há caminho para o sucesso no e.comerce é ser o único, exclusivo e incomparável e mesmo assim, não é garantido.

 

Regras de Bolso para avaliar um projecto de e.commerce: Tem uma rede retalhista que sustenta a festa? Será a única loja a vender o produto? Se não, então esqueça.

publicado por Consumering às 02:21
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