Domingo, 13 de Junho de 2010

"isso agora é que não pá"

“se vocês soubessem a trabalheira que isto dá”

“estou a fazer o melhor que posso”

“que falta de pachorra para me por a fazer isso”

 

Estas são as mensagens principais transmitidas pelas campanhas de publicidade institucional que alimentam os meios. Pode não parecer à primeira vista. Pode parecer que querem dizer que os anunciantes são muito bons, ou que vale a pena comprar-lhes alguma coisa. Pelo menos é o que as agências gostariam que parecesse.

 

Talvez não percebam que é precisamente esse o problema das aparências, são meras ilusões, não fundamentadas, cujos pés de barro rapidamente se revelam incapazes de sustentar resultados mais consistentes.

 

Explicando:

Tentar convencer as pessoas de uma coisa que não é bem verdade e é mais, como assim dizer, mentira. Costuma resultar por pouco tempo. Mais cedo ou mais tarde as pessoas descobrem a marosca e tendem a ficar bastante chateadas com quem os enganou.

Por isso é que a publicidade deveria assentar na verdade, no real e concreto valor de um produto, amplificando as suas qualidades para que estas possam ser compreendidas e finalmente compradas.

Ocorre que muitas empresas mais os seus produtos mal enjorcados não criam grandes qualidades que mereçam uma compra, são antes um conjunto de banalidades comoditizadas, que estão para ali jogadas no mercado por inércia e falta de inovação e concorrência.

Os gestores e profissionais dessas empresas, deveriam perceber que a sua situação é precária, depende de factores externos como a regulação e como tal seria de bom tom que as receitas das vendas actuais fossem canalizadas para a criação de uma vantagem competitiva real.

Infelizmente não é esse o caminho mais comum. É bem mais vulgar que procurem com a comunicação criar artificialmente associações, reconhecimento ou outros intangíveis que se substituam à verdadeira competência. Sonhando criar uma marca “super”, “love”, “emocional” que por artes mágicas se substitua a competência.

Pois claro, que ser realmente bom a fazer alguma coisa complexa dá muito trabalho e parece muito mais simples que se mudem as percepções de modo desligado da realidade e se adormeça a exigência dos consumidores. Para tanto se contratam as agências de branding e outros vendedores de ilusão a gestores cansados.

 

Por isso, o que mais se vê nos anúncios de uma gasolineira, de um banco, de uma Telecom, de um organismo público é a admissão frustrada, que não se é capaz de fazer melhor, não se consegue ir alem da mediocridade e que vocês consumidores deviam olhar para vocês mesmos e deixar de ser tão exigentes.

publicado por Consumering às 09:58
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1 comentário:
De Agência M a 11 de Julho de 2010 às 23:51
As agências padecem desse mal, os clientes padecem desse mal, o mercado é amorfo e os consumidores (na esmagadora maioria) não é exigente nem esclarecido o suficiente para agir em conformidade em reacção a um cenário tão deprimente. E o que se faz em inovação (em marketing, pub) é, na maioria das vezes (uma vez mais) mal amanhado e em cima do joelho; sempre temendo que a experimentação de um novo expediente traia os belos números de audiência de um anúncio tv de 30segs às duas da manhã.

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