Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010

Destruição criativa

Destruição criativa

 

Dois factos comprovados:

- Foram precisos um pouco mais de 10.000 anos para que os caçadores-recolectores do mundo migrassem para a actividade mais produtiva de agricultura-pastorícia.  Deste então todas as outras revoluções tecnológicas demoraram cada vez menos tempo. Sendo que estamos actualmente em ciclos de umas décadas para se fazer a total reconversão.

- As bombas atómicas, antes de explodir, implodem, criando um vácuo mais forte que a explosão de muitas bombas tradicionais. Tal como nos processos de destruição criativa, a substituição por uma forma emergente mais poderosa faz-se na sequência de uma contracção depressiva.

 

Aquilo que o mundo está a assistir por estes dias é apenas o efeito de contracção correspondente a uma explosão criativa de dimensões e rapidez nunca antes vista. A revolução da informação. Tem tanto de promissora como o seu efeito imediato é esmagador.

 

Desenganem-se os que acreditam em dobragens dos cabos sem tormentas. Na boa esperança confrontam-se forças tão gigantescas que para uma se impor a outra terá se cair com estrondo. A revolução da informação trará em breve um mundo incrível de oportunidades, mas antes vai deprimir e destruir quase outras tantas actividades caducas.

 

Todas as actividades que transaccionam informação com base na sua escassez estão condenadas a desaparecer. Notários, Jornalistas, Tradutores, e outras funções que se limitam a reportar, não terão mais lugar na economia dos próximos 10 anos.

 

Da sua forma actual, acabam todas as outras actividades de serviço cuja função principal envolve a recolha e processamento de informação. E estão são muitos mais, bancários, administrativos, advogados e quase todos na indústria dos serviços, serão privada da sua actividade de recolha e colecção de informação, para se dedicarem exclusivamente à produção de informação e análise construtiva da mesma. Acaso tenham a capacidade para tanto, pois é um talento que escapa à grande generalidade da força de trabalho do presente.

 

Voltando ao facto inicial. As indústrias dos serviços, nas quais trabalham a maioria das pessoas do mundo, tinha uma relação com a informação de simples recolecção, como caçadores pré-históricos de dados de geração espontânea. Estamos a entrar agora numa segunda fase, a era em que a informação está toda tão completamente disponível que o valor dela se torna nulo, a não ser que seja transformada.

 

Todas as implicações desta transformação estão ainda por aparecer, mas a depressão que a precede, já começou a doer.

 

publicado por Consumering às 13:27
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4 comentários:
De lookingforjohn a 26 de Agosto de 2010 às 11:06
Post perfeito!
De AM a 30 de Agosto de 2010 às 19:11
Sem dúvida, dos melhores posts que li nos últimos tempos.
De Pedro a 31 de Agosto de 2010 às 09:28
Bom dia,

O Consumering está novamente em destaque nos Blogs do SAPO, em http://blogs.sapo.pt

Boa continuação!

Pedro
De Consumering a 31 de Agosto de 2010 às 12:20
Excelente!

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